Conexão saúde beleza e idade:

Como garantir uma vida longa e feliz

As atitudes que você toma hoje,independentemente da sua idade,

influenciam no seu futuro. Especialistas de diversas áreas mostram

que nunca é tarde para se sentir bem – o caminho é mais simples do que você imagina

Você já deve ter encontrado uma amiga de infância e pensado: “Nossa, o tempo foi implacável com ela”. Também é provável que tenha sentido uma pontinha de inveja ao rever outra colega da mesma época. Injustiça? Falta de sorte? Nem um nem outro: são vários os fatores que determinam se você vai estar mais ou menos enrugada, com muita ou pouca disposição ou com algum problema de saúde daqui a dez, 20 ou 40 anos.

Os oito fundamentos são: alimentação, regularidade na atividade física, alterações hormonais, nível de stress, abusos sob o sol, qualidade do sono, herança genética e, por último, mas não menos importante, a forma como cada pessoa lida com as próprias emoções. “Isso envolve tanto a parte psicológica quanto a espiritual e a afetiva”, afirma a nutróloga Liliane Oppermann, da clínica Charles Yamaguchi, em São Paulo.

Em outras palavras, está em suas mãos o destino da sua beleza e vitalidade – a única exceção é o histórico familiar, mas, apesar da aparente falta de controle, você tem a oportunidade de se antecipar: basta copiar a receita de sucesso da sua mãe, avó ou tia ou, simplesmente, evitar o que não foi bom para elas. “Somente 5% das doenças não podem ser prevenidas ou controladas em seu avanço e intensidade. Isso prova que somos bem mais responsáveis por nossa saúde do que imaginamos”, afirma a endocrinologista Vânia Assaly, de São Paulo.

Está na cara

Para quem não acredita que o stress é capaz de envelhecer até dez anos, como mostra uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, a dermatologista e psiquiatra americana Amy Wechsler recomenda observar os ex-presidentes Bill Clinton e George W. Bush. “Se compararmos as fotos deles antes e depois da passagem pela Casa Branca, veremos que, além de poder e prestígio, ambos ganharam cabelos brancos, sulcos, manchas na pele e quilos a mais”, observa a especialista, que acaba de lançar o livro Conexão Mente e Beleza – Nove Passos para Reverter o Envelhecimento pelo Estresse e Trazer Mais Juventude e Beleza para Sua Pele (editora Alegro).

O contraponto, de acordo com Amy, é a prática regular de exercícios. “Não é à toa que a pele exibe um brilho saudável após a ginástica. O esporte aumenta a capacidade dos pulmões, estimula a circulação, reduz inflamações, melhora o humor e combate doenças relacionadas à idade. Tudo comprovado pela ciência.” Mas, para que isso realmente aconteça, José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), em São Paulo, lembra que é preciso temperar as atitudes com bom senso. “Assim como qualquer medicamento, se a dose de atividade física for muito alta, pode provocar efeitos colaterais, entre eles lesões, mal-estar e até mesmo a temida morte súbita. Por outro lado, se for muito baixa, os benefícios não aparecem”, avisa Lazzoli.

Prevenir para não remediar

Para nossa sorte, hoje a medicina e outros setores ligados à saúde e ao bem-estar estão se preocupando com a prevenção da mesma forma que com o tratamento. Especialistas ligados à odontologia são um bom exemplo: desde que descobriram que os cuidados bucais podem aumentar em até sete anos a expectativa de vida do paciente, eles insistem na escovação após cada refeição e no uso correto do fio dental. “Aumentamos os esforços também para solucionar problemas estéticos ou funcionais com o menor desgaste possível dos tecidos dentários, a fim de preservar os dentes naturais ao máximo”, completa o cirurgião-dentista Oscar Razuk, professor da Fundação de Apoio à Pesquisa e Estudo na Área de Saúde (Fapes), em São Paulo. Se você ainda não parou para pensar se o modo como leva a vida hoje é compatível com o de alguém que quer estar bem daqui a duas décadas, o momento perfeito para começar a olhar para si mesma é agora, seja qual for a sua idade. O endocrinologista Mario Cabral, de São Paulo, alerta: “Fazemos revisões preventivas no carro para descobrir algum defeito e arrumá-lo antes que tudo se complique. Por que com o corpo o cuidado seria diferente?”

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