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Pré-diabetes afeta 12% da população brasileira e pode ser reversíve

Condição antecede diabetes tipo 2 e é combatida com hábitos saudáveis.
Eliminar 5% do peso com dieta e atividade física ajuda a evitar problema

Conheça formas de reversão clique Aqui

A pré-diabetes é uma condição que, como o nome já diz, precede a diabetes, mas pode ser reversível se forem adotados hábitos de vida mais saudáveis.

A situação ocorre quando a taxa de açúcar no sangue varia entre 100 e 125 mg/dl. A partir daí, a pessoa já é considerada diabética.

Segundo os endocrinologistas Alfredo Halpern e Mario José Saad, que estuda a área de resistência a insulina, a pré-diabetes atinge 12% da população brasileira e a diabetes, 15% – principalmente do tipo 2. Nos EUA, os dois estágios da doença já atingem 23% das crianças. Veja aqui dieta alimentar para Crianças

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Pré-diabetes supervalendo (Foto: Arte/G1)

Existem dois tipos de exame de sangue para detectar esses problemas. Quem tem pré-diabetes deve repetir o teste anualmente.

Outros fatores de risco para desenvolver a doença são: hipertensão, triglicérides altos, síndrome dos ovários policísticos, casos da doença na família e bebês que nascem acima de 4 kg.

A diabetes também favorece o aumento de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Para metabolizar o açúcar, ou seja, quebrar suas moléculas e aproveitá-lo como energia nos tecidos muscular e gorduroso, o pâncreas produz insulina.

Pessoas com resistência a esse hormônio têm dificuldade de executar o processo, e aí o açúcar se acumula na corrente sanguínea. saiba como controlar

Estudos apontam que indivíduos com pré-diabetes desenvolvem o tipo 2 da doença em dez anos se não perderem pelo menos 5% do peso corporal por meio de dieta e atividade física.

Um controle nutricional e 150 minutos de exercícios semanais já são capazes de reduzir até 58% o risco de diabetes em quem é pré-diabético. Conheça o melhor programa de controle e reversão da diabetes

Veja abaixo o resultado das nossas enquetes:

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Enquete pré-diabetes (Foto: Reprodução)

Dieta dos sucos detox emagrece? Especialistas esclarecem

Segundo especialistas, com a dieta se perde líquido, e não gordura
 Segundo especialistas, ainda não foi desta vez que descobriram uma fórmula mágica para o emagrecimento “express”. Estamos falando da dieta dos sucos, que pode durar até três dias e promete resultados para quem quer perder peso em pouco tempo. Nutricionistas, no entanto, apontam que não é bem assim.
Suco detox de clorofila (Foto: Getty Images)
A dieta dos sucos não elimina gordura, efetivamente, só líquido, afirma especialista (Imagem ilustrativa: Getty Images)

Para Camila Gracia, do Hospital do Coração (HCor), é possível secar alguns quilos, porque as bebidas possuem alimentos podem oferecer efeito diurético. “Com a eliminação de água do corpo, é natural que o efeito na balança seja aparentemente positivo. Mas esse tipo de dieta não se sustenta, pois não se perde gordura, efetivamente, só líquido”, explica.

Abaixo, a nutricionista Luciana Harfenist esclarece como a dieta líquida trabalha no organismo e por que tende a não funcionar.

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Dieta do suco não reeduca a alimentação

Isso é dito em exaustão por todos os nutricionistas: para uma dieta efetiva para perder peso e ter resultado duradouro é imprescindível uma reeducação alimentar. E, segundo Harfenist, não é isso que a dieta líquida propõe. “As dietas muito restritivas não ensinam o indivíduo a comer, além de expor o organismo a deficiências nutricionais. Uma dieta feita apenas de sucos não trará resultados permanentes, pois a restrição calórica é tão grande que o organismo poupará gordura e queimará músculo“, explica.

Dieta dos sucos (Foto: Getty Images)
“Uma dieta feita apenas de sucos não trará resultados permanentes, pois a restrição calórica é tão grande que o organismo poupará gordura e queimará músculo”, afirma Luciana Harfenist (Imagem ilustrativa: Getty Images)
Dietas líquidas só para finalidades específicas

Segundo Harfenist, a dieta líquida tem objetivos específicos e só é prescrita quando necessária nos seguintes casos: hidratação; pacientes com dificuldade de mastigação e deglutição; em casos de afecções do trato digestório; preparos para exames e cirurgia; pré e pós-operatórios. Essas são as indicação para uma dieta liquida “Quem trabalha com reeducação alimentar e saúde não prescreve esse tipo de dieta para uma pessoa saudável”, insiste a nutricionista.

Sacrifica os músculos

“Dietas restritivas fazem você perder massa magra, aumentando a flacidez e diminuindo o metabolismo basal”, avisa Luciana.

Sem músculos, difícil emagrecer

É o músculo um dos responsáveis por manter o gasto calórico em alta. E músculos são proteínas, ou seja, para mantê-los é preciso abastecê-los com aquele nutriente. “Dietas de sucos dificilmente atingirão a cota necessária”, garante Luciana.

Não se faz detox em três dias

Se o objetivo for caber em uma roupa para um dia específico, até vai ajudar, pois, conforme apontou Camila Gracia, os sucos têm efeito diurético e você perderá líquido.Mas se a sua intenção é impulsionar aquela dieta duradoura, pode esquecer, segundo Luciana Harfenist.

“Detoxificaçao hepática é um processo contínuo que deve ser prescrito por nutricionista especializado. Outros profissionais não estão aptos a prescrever uma dieta rica em especificidades, que pode até prejudicar o paciente, conforme o caso. Por exemplo, pessoas com alterações hormonais, colón irritável, anemias, doenças hepáticas, entre outros”, lista a médica.

Dieta dos sucos faz emagrecer 3 kg em uma semana

Dieta dos sucos faz emagrecer 3 kg em uma semana

Você só tem uma semana para secar alguns quilinhos e entrar naquela roupa ou biquíni? Invista em sucos de frutas naturais. Eles são saborosos e muito eficientes para desintoxicar, hidratar, resgatar a vitalidade da pele, regular o intestino e, o melhor, emagrecer! Tomando os sucos corretamente duas vezes ao dia, dá para perder até 3 quilos em uma semana e, finalmente, vestir seu biquíni. Quer testar? Então confira as nove receitas de suco elaboradas pelas nutricionistas Vivian Goldberger e Ana Paula Mendonça.

1. Tirar celulite*

· ½ maçã
· ½ pera
· ¼ de laranja
· 1 talo pequeno de aipo
· 1 punhado de folhas de hortelã
· 250 ml de água

2. Eliminar barriga*

· 1 fatia de abacaxi
· Suco de 1 limão pequeno
· 1 col. (sobremesa) de semente de abóbora sem casca
· 250 ml de água de coco

3. Turbinar o bronzeado*

· Suco de 1 laranja
· 1 cenoura pequena ralada
· 1 talo pequeno de salsão picado
· 250 ml de água

4. Acelerar o metabolismo*

· 1 col. (sopa) de mate solúvel
· ½ maçã
· ½ papaia
· 1 banana-ouro
· 250 ml de leite de soja

5. Acabar com o inchaço*

· 1 talo pequeno de salsão picado
· 1 talo de erva-doce picada
· 1 fatia grande de abacaxi
· 250 ml de água

6. Detonar a TPM*

· 1 fatia grande de mamão
· 1 col. (chá) de raspas de gengibre
· 1 fatia fina de abacaxi
· 200 ml de suco de laranja

7. Regular o intestino*

· ½ maçã
· 1 folha de espinafre
· ½ beterraba pequena
· 250 ml de água

8. Dar energia

· 2 col. (sopa) de erva-mate tostada
· 300 ml de água fervente
· ½ manga
· 1 col. (sobremesa) de suco de limão
Preparo: Despeje o mate sobre a água fervente abafe por 5 minutos, coe. Bata o mate coado já frio no liquidificador, com a manga, o suco de limão, adoçante e gelo. Coe e sirva gelado.

9. Desintoxicar*

· 1 fatia grossa de abacaxi
· 250 ml de suco natural de laranja
· 200 ml de água de coco
· 2 folhas de couve
· 1 col. (sobremesa) de salsa
· 1 col. (sobremesa) de mel

*Preparo: bata todos os ingredientes, adicione adoçante, coe e tome.

Dieta dos sucos faz emagrecer 3 kg em uma semana

Tome o suco nos lanches feitos entre as refeições
Foto: Dreamstime

Sugestão de cardápio

Não adianta só tomar os sucos. A vitória só virá se você ajudar. Por isso, seguir uma alimentação saudável é fundamental. “Com alto teor de fibras, os sucos diminuem a vontade de comer”, explica Vivian. Os melhores horários para ingerir os sucos são pela manhã e no final da tarde. Siga o cardápio de 1000 calorias elaborado por Vivian, que deverá ser seguido durante uma semana (ao terminar o terceiro dia volte ao primeiro):

Dia 1

· Café da manhã: 1 xíc. de leite desnatado com 1 col. (sobremesa) de achocolatado em pó light + 1 fatia de bolo simples
· Lanche da manhã: Suco
· Almoço: 1 concha pequena de lentilhas + 2 col. (sopa) de arroz + 1 filé de frango grelhado + 2 col. (sopa) de jardineira de legumes cozidos no vapor
· Lanche da tarde: Suco
· Jantar: 1 unidade grande de abobrinha recheada com carne moída ao molho sugo, salpicada com parmesão e gratinada ao forno + 1 caixa individual de água de coco

Dia 2

· Café da manhã: 1 iogurte natural desnatado com mel + 1 col. (sopa) de flocos de aveia integral
· Lanche da manhã: Suco
· Almoço: 1 prato raso de salada de folhas verdes com palitinhos de pepino + 3 col. (sopa) de purê de batatas com 2 fatias finas de carne assada
· Lanche da tarde: Suco
· Jantar: Omelete feita com 2 claras, 1 gema, ervas aromáticas, ervilhas e ricota + 1 caixa de água de coco

Dia 3

· Café da manhã: 1 iogurte natural desnatado e mel + 1 col. (sobremesa) de farelo de aveia integral
· Lanche da manhã: Suco
· Almoço: 1 ½ xíc. (chá) de macarrão ao azeite e alho com brócolis + 1 coxa de frango assado sem pele
· Lanche da tarde: Suco
· Jantar: 1 fatia de pizza de rúcula com mussarela de búfala e tomate seco + 1 copo de chá gelado

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REDUÇÃO DE HORAS-TELA: A LUTA CONTRA A OBESIDADE INFANTIL

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Nos dia de hoje, desde muito pequenas, as crianças tem tido acesso à televisão, smartphones, tablets e computadores. Toda esta exposição à estes dispositivos de mídia leva a um somatório de horas, resumidamente chamado de horas-tela.

Os dados indicam que aos 18 anos, uma criança europeia já passou cerca de 3 anos da sua vida na frente das telas de dispositivos de mídia. Extrapolando, com 80 anos, esta mesma pessoa já teria ficado cerca de 17,6 anos na frente das telas. Existem outros dados ainda mais alarmantes devido à chegada de mais e mais aparelhos de mídia nas nossas vidas nos últimos anos: na Inglaterra as crianças ficam em média 6,1 horas por dia na frente de telas, no Canadá 7,8 horas/dia, nos EUA 7,5 horas/dia.

A grande questão sobre todos estes dados é que existe uma associação crescente entre a quantidade de horas-tela e o desenvolvimento de diabetes tipo 2, obesidade e doenças do coração.

O estudo de um pesquisador chamado Wijndaele indicou que a cada 1 hora-tela por dia existe um aumento de 6% no risco de doenças do coração fatais e não fatais, sendo um fator independente da idade, sexo, medicação ou não, história familiar ou atividade física.

Mas isso é porque as horas-tela nos deixam sedentário? Não somente por isso. Os estudos tem mostrado que muito tempo expostos às telas, os adolescentes aumentam a pressão arterial e o colesterol ruim. Também se sabe que a exposição a muitas horas-tela leva a problemas hormonais como a alteração da liberação do hormônio cortisol, como se fosse uma resposta semelhante ao estresse. E, só para citar mais uma alteração hormonal, as horas-tela estão associadas a mecanismos obesogênicos – que originam obesidade. Seja por aumento da ingestão de alimentos não saudáveis enquanto na frente das telas, seja por exposição à informações de alimentos pouco saudáveis nas propagandas.

Existem alguns cuidados que precisamos tomar para reduzir as horas-tela. Vamos a eles:

1. Nós sabemos que muitos vídeos na internet têm sido destinados ao público infantil, até para bebês e que “facilitam” muito a vida dos pais nessa correria do dia a dia. Mas o que se sabe é que 8% do cérebro vai se desenvolver nos primeiros 3 anos de vida, sendo que este é o período mais vulnerável a ser afetado pelas horas-tela. A recomendação é que até a criança completar 3 anos a exposição às telas seja mínima ou nenhuma.

2. Tirar as televisões dos quartos das crianças ajuda a reduzir e muito as horas-tela.

3. Programas de televisão com narrativas mais lentas e mais descritivos devem ser preferidos aos mais agressivos.

4. E por fim, a família deve limitar a exposição da criança. Vejam as horar propostas:
– De 3 a 7 anos: meia a 1 hora/dia
– De 7 a 12 anos: 1 hora/dia
– De 12 a 15 anos: 1 hora e meia/dia
– Mais de 16 anos: 2 horas/dia

Nós sabemos que é uma tarefa difícil, mas se conseguirmos reduzir aos poucos a exposição à um grande número de horas-tela, transformando-as em horas-brincadeiras, horas-jantar-com-a-família, horas-atividades-físicas e horas-relacionamento-familiar, certamente estaremos acertando no grande objetivo de uma vida mais saudável e feliz.

Fonte:
Wijndaele K, Brage S, Besson H, et al. Television viewing and incident cardiovascular disease: prospective associations and mediation analysis in the EPIC norfolk atudy. PLoS ONE 2011;6:e20058

VITAMINA B12 E DIABETES – AFINAL, O QUÊ FAZER?

O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune com destruição das células pancreáticas produtoras de insulina. Está invariavelmente associado a outras doenças autoimunes podendo levar a uma condição chamada síndrome poliglandular autoimune. A deficiência de B12 pode aparecer caso o indivíduo apresente anemia perniciosa secundária a gastrite autoimune. Outro motivo para a deficiência de B12 nesta população é a doença celíaca que é outra condição autoimune onde o indivíduo tem intolerância ao glúten e má absorção.

No DM1, o rastreamento de doenças autoimunes deve ser realizado com dosagem de B12 e marcadores para gastrite autoimune como PCA e AIF, especialmente em DM1 com anti GAD e antiperoxidase positivos1.

Por outro lado, há discussão sobre a eficácia da reposição da vitB12 na população diabética usuária de metformina 3. A vitB12 sérica pode estar baixa, porém caso seu nível intracelular for capaz de manter sua atividade intercelular normal, as dosagens de MMA e homocisteína estarão normais e especula-se que não haveria necessidade de reposição.

A metformina é um medicamento chave no tratamento do diabetes tipo 2 (DM2). Apresenta diversos efeitos benéficos como diminuição da glicemia, atuando na resistência insulínica, portanto facilitando a ação da insulina. Além disto, tem efeitos extra glicêmicos como melhora da função endotelial, diminui estresse oxidativo, melhora perfil lipídico e redistribuição de gordura, além de ter baixa incidência de hipoglicemia4. Por este motivo a metformina ainda é considerada a droga de primeira escolha no tratamento do DM2, salvo contra indicado. No entanto, esta medicação pode diminuir os níveis de vitB12 em 30% dos pacientes, aumentar os níveis de homocisteína e eleva o risco cardiovascular5.

Interessante notar que um dos mecanismos propostos para a deficiência de B12 secundária ao uso de metformina é a redução da absorção, pois a metformina bloqueia a absorção intestinal mediada ao cálcio desta vitamina. Um dos tratamentos propostos é justamente a reposição 1,2 g de cálcio por dia6.

Não há protocolos para rastreamento de deficiência de vitB12. Sugere-se que a dosagem sérica em pacientes com DM2, esteja entre 200-400 pg/ml. Nos casos suspeitos e com alteração hematológica, a dosagem de homocisteína (5-15 umol/l) e MMA (<0,28umol/l) são mais especificas e sensíveis1.

Da mesma forma, não há consenso quanto tratar ou não a deficiência de B12. A decisão pode se basear no conjunto de queixas clínicas do paciente, da dosagem laboratorial de vitB12, MMA e homocisteína, e da própria experiência do endocrinologista.

Caso opte por repor a vitB12, recomenda-se 1000ug/d por uma semana e depois 1000ug por semana por 4 semanas. No caso de jovens com DM1 e deficiência de B12, a reposição se ajusta para 100ug por semana e depois mensalmente. Em casos graves, repõe-se similar ao DM2. Pode-se repor via oral ou parenteral.

Recomenda-se repor concomitante de acido fólico 5 mg/d por 1 a 4 meses. Não se deve corrigir o folato antes da correção de vitamina B12, pois pode piorar os sintomas neurológicos.

Quer saber mais? Separei estas referências bibliográficas que valem a pena ler!

Bibliografia:

1. Kibirige D, Mwebaze R. Vitamin B12 deficiency among patients with diabetes mellitus: is routine screening and supplementation justified. J Diabetes Metab Disord. 2013;12(17):2-7.
2. Moore EM, Mander AG, Ames D, et al. Increased risk of cognitive impairment in patients with diabetes is associated with metformin. Diabetes Care. 2013;36(10):2981-2987. doi:10.2337/dc13-0229.
3. Obeid R. Metformin causing vitamin B12 deficiency: a guilty verdict without sufficient evidence. Diabetes Care. 2014;37(2):e22-e23. doi:10.2337/dc13-2278.
4. Rojas LBA, Gomes MB. Metformin: an old but still the best treatment for type 2 diabetes. Diabetol Metab Syndr. 2013;5(1):6. doi:10.1186/1758-5996-5-6.
5. Wulffele MG, Kooy A, Lehert P, et al. Effects of short-term treatment with metformin on serum concentrations of homocysteine, folate and vitamine B12 in type 2 diabetes mellitus: a randomized, placebo-controlled trial. J Intern Med. 2003;254:455-463.
6. Bauman W, Shaw S. Increased intake of calcium reverses vitamin B12 malabsorption induced by metformin. Diabetes Care. 2000;23(9):1227-1231.

COMO O ESTRESSE PODE AGRAVAR OU DESENCADEAR O DIABETES?

A ideia de que o estado emocional leva ao desenvolvimento do diabetes existe desde o século 17. Foi o médico inglês Thomas Willis que viveu entre 1621 e 1675 o primeiro relatar que algumas pessoas quando passavam por estados de tristeza ou estresse profundos desenvolviam diabetes.

Nos dias de hoje, com os avanços na Medicina, vários estudos tem tentado responder esta pergunta: o estresse emocional influencia no desenvolvimento do diabetes?

Antes, precisamos entender o que é o estresse. Hoje esta palavra tem sido usada de forma geral para descrever qualquer tipo de sobrecarga emocional ou física, desde mais leve até mais intensa. Por exemplo, um dia em que houve excesso de trabalho na maioria das vezes é definido como estressante. Mas o estresse “real” na verdade é uma resposta do nosso organismo quando somos submetidos a ameaças, que é o conjunto de fatores chamados “agentes estressores”. Para ficar mais fácil de entender, é preciso voltar para a idade das cavernas, quando nossos ancestrais diante dos perigos (como predadores – tigres, leões…) aprenderam a se defender: a resposta de lutar ou fugir.

Em pleno século XXI, não temos predadores, mas ainda temos os agentes estressores, que incluem por exemplo, a perda de uma pessoa querida, traumas psicológicos, problemas de saúde, enfim, situações desagradáveis que acontecem durante a vida das pessoas.

O nosso corpo, quando submetido ao estresse, responde passando por várias fases diferentes. A primeira fase consiste de uma resposta de alarme (resposta de lutar ou fugir), na segunda fase há a resistência ao estresse e a última fase é a de exaustão. Existe também a situação de antecipação ao estresse, que acontece quando o corpo responde antes a uma determinada situação, sem que necessariamente ela tenha acontecido, mas que igualmente causa os sintomas do estresse.

O que predomina no estresse são os sintomas de alarme que vão levar à alterações comportamentais e físicas. As alterações comportamentais podem ser de humor: baixa alta estima, ansiedade, depressão, sensação de irritabilidade ou isolamento. Os sintomas físicos incluem tremores, dores musculares, diarreia ou constipação, náuseas e taquicardia. O estresse também pode alterar os hábitos da pessoa: como comer mais ou comer menos e dormir mais ou menos. Já na fase de exaustão, o corpo começa a não responder mais ao estresse e a depressão pode surgir ou se agravar.

Vários estudos tem procurado relacionar o estresse ao início do diabetes. Em um deles, publicado na revista médica Journal of Internal Medicine em 2009, pesquisadores dinamarqueses avaliaram 7066 homens e mulheres por períodos de 2 anos em média. Os dados mostraram que homens que se definiam como mais estressados apresentaram 2 vezes mais diabetes que os menos estressados. Já nas mulheres, ter ou não estresse não aumentou o risco de diabetes. Outro dado importante é que no grupo dos estressados, havia mais tabagistas, sedentários e usuários de bebidas alcoólicas.

O estresse emocional aumenta o risco de desenvolver diabetes por várias razões. A primeira razão tem causa hormonal: o estresse crônico aumenta o nível do hormônio cortisol, que ocasiona dentre outras coisas o aumento da gordura abdominal e que por sua vez aumenta o risco de diabetes.

A segunda razão é justamente através do comportamento da pessoa. Existe uma clara relação entre o estresse emocional e hábitos de vida ruins, como alimentação errada (mais comida ou comida de qualidade ruim), sedentarismo, cigarro e alcoolismo. Os estudos indicam um caminho em comum: aquelas pessoas com altos níveis de estresse também desenvolvem hábitos comportamentais danosos que somados aumentam o risco de uma pessoa desenvolver diabetes.

A conclusão que chegamos até o presente momento é que o estresse crônico, aquele mantido por longos períodos, pode estar relacionado ao desenvolvimento de diabetes. Já o efeito do estresse mais agudo, como a perda de um ente querido, ou um evento traumático não tem ainda associação claramente estabelecida.

O recado importante é que o diabetes apresenta várias causas, e o conjunto destas causas é que vai determinar se uma pessoa irá desenvolver a doença ou não. Sedentarismo, obesidade, aumento de gordura abdominal, erros alimentares e estresse por longos períodos podem levar ao diabetes. Como combater? Melhorando qualidade de vida e tendo acompanhamento profissional adequado para identificar e tratar o estresse, seja com seu clínico geral, psicólogo ou terapeuta. A prevenção é de longe o melhor remédio!

AMEAÇA SILENCIOSA. A DESCOBERTA DOS BENEFÍCIOS DE UMA ATIVIDADE FÍSICA CONTINUADA SOBRE A QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS COM DIABETES

Um dia desses encontrei uma amiga que há muito não via. Vou chamá-la, aqui, de Sophia. Sophia estava muito bem, em ótima forma, mais bonita e, certamente, mais saudável do que na época que estudávamos juntas, anos atrás. Bem, papo vai, papo vem, Sophia me diz que a mudança física e comportamental deve-se a uma triste notícia

Para que vocês se familiarizem com o que escrevo a seguir, Sophia vivia acima do peso, levava uma vida sedentária e não tinha hábitos alimentares saudáveis. Era jovem e sem doenças graves no histórico familiar, condições que, a seu ver, asseguravam-lhe uma vida longa e bem vivida como a de sua avó materna que acabara de celebrar seus 93 anos de pura lucidez, boa forma e lindas histórias para lembrar. Mas, o que Sophia não sabia é que nem tudo é genética.

Contou-me que há alguns meses sentia cansaço com frequência, tinha muita sede e vinha perdendo peso sem dieta ou qualquer outra mudança significativa de seus hábitos. Pensou que, talvez, fosse o estresse das últimas semanas. Emagrecer sem esforço algum, para Sophia, parecia ótimo. Mas, e aquela constante sensação de fraqueza, mesmo após horas de uma noite bem dormida?

Durante uma consulta de rotina, o médico solicitou um hemograma completo para simples verificação. Ao abrir o envelope do exame, a desagradável surpresa ao deparar-se com os 130 mg/dL de glicose lá destacados. Sophia acabara de ter confirmado o diagnóstico do diabetes. Ao ver suas certezas ruírem, aquela fora a pior das notícias. Sophia agora fazia parte dos cerca de 13 milhões de brasileiros que têm diabetes tipo 2, categoria da doença desencadeada, principalmente, por excesso de peso e sedentarismo.

Pesquisei e entendi que no diabetes tipo 2, o pâncreas continua produzindo insulina, hormônio que permite a entrada de glicose na célula gerando, assim, energia para todo o corpo. A questão é que as células não conseguem metabolizar glicose suficiente, tornando o indivíduo resistente à insulina.¹

Entrei em contato com um amigo especialista, Dr. Filippo Pedrinola, renomado endocrinologista, membro da Endocrine Society (EUA), da Associação Brasileira de Estudo sobre Obesidade (ABESO) e Associação Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEN). Ele me explicou que o diabetes é uma doença lenta e silenciosa e que só manifesta seus sintomas mais graves quando em estágio avançado, podendo comprometer vários órgãos. Ele ainda alertou para a falta de informação e o conhecimento tardio da própria condição, fatos que prejudicam o acompanhamento devido do tratamento. “Surpreendentemente, metade dos indivíduos portadores de diabetes não sabe que é diabética”, completou.

De volta à Sophia.

Passaram-se alguns meses até que minha amiga se conscientizasse de sua nova condição para, então, agir, já que uma vez que a doença estabeleça residência fixa em nosso corpo, não há como despejá-la. O jeito, então, era aceitar. Nada como o tempo para que Sophia começasse a esboçar o desejo de protagonizar um roteiro feliz e saudável, sem as tristes complicações que afetam o diabético descuidado como as doenças cardiovasculares, as amputações de membros, os problemas renais e a perda da visão. Entretanto, o novo papel exigiria da mocinha comprometimento para seguir à risca três pilares fundamentais do tratamento: medicamento, dieta apropriada e exercícios físicos regulares. Com muita fibra, literalmente, hoje, Sophia tira de letra o controle da glicemia e não faz cara feia na hora do remédio. Não perde de vista os carboidratos ingeridos, faz musculação diariamente e, pasmem, a corrida é seu esporte favorito.

Nunca é tarde…

Vejam, então, porque Sophia estava muito bem quando a encontrei. Minha amiga ratifica as últimas pesquisas na área que apontam alimentação saudável e prática de atividade física regular como a solução – bem saudável por sinal – para uma boa qualidade de vida aos que já têm a doença e redução de qualquer chance de desenvolvimento dela naqueles indivíduos mais vulneráveis. O ilustre pesquisador e professor inglês Rury Holman, da universidade de Oxford, e autor de estudos sobre os benefícios da atividade física na prevenção e no controle do diabetes, não hesitou ao afirmar: “O tratamento mais bem sucedido para alguém com alto risco de diabetes é dieta e exercício físico”.

Em um dos inúmeros estudos realizados, indivíduos sedentários e com resistência à insulina foram submetidos a um programa combinado de malhação e exercícios aeróbicos durante algumas semanas. Os resultados revelaram uma dramática queda nos índices determinantes do risco.Sophia confessa que o desejo de viver muito bem lhe obrigou a adotar um estilo de vida verdadeiramente saudável.

Hoje, ela sabe que, com disciplina e respeito à nova rotina adquirida, é possível conviver bem com o diabetes. Além de todos os cuidados necessários com alimentação e forma física, o querido Dr. Filippo ainda ressalta a importância que devemos dar ao nosso equilíbrio mental. “Cuide do emocional para evitar que o estresse crônico tome conta de você, pois essa condição leva ao excesso de produção de cortisol, o que também favorece o aparecimento de diabetes”, completa.

É por isso que eu insisto e repito de maneira exaustiva: conheça na prática os benefícios da atividade física para uma vida ativa e plena de realizações. Você só tem a ganhar com a malhação nossa de cada dia.

Referência:
Sociedade Brasileira de Diabetes

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